Ressaca; descontrole motor; amnésia reversível; dificuldade de concentração; perda de consciência; amnésia definitiva; danos cerebrais; cardiopatias; hepatite; cirrose; missa de sétimo dia. Os efeitos do álcool -agora deve-se escrever ETANOL- no organismo de um jovem ultrapassa dores de cabeça e foto sensibilidade. Nove de cada dez doenças que assolam recém adultos são oriundas de exageros viciosos na juventude, visto isso, não é raro jovens alcoólatras não conseguem tornar-se adultos alcoólatras.
Mesmo não tendo seus fígados e cérebros degenerados, a família adoece com casos de alcoolismo. Muitas vezes incentivadores do primeiro gole, arrependem-se da negligência quando os primeiros sintomas assolam suas residências. Brigas, discussões, filhos dormindo em carros mal-estacionados pela madrugada, são consequências do descontrole ébrio de uma entidade doente. Valores inestimáveis são gastos por motivo alcoólico, desde a compra de uma cerveja aos prantos do filho acidentado. Fatores que desgastam relações, embriagam a razão e deixam sóbrias as dores da perda.
Droga lícita. Toxina legal -e bota legal nisso-, o álcool é hoje a droga mais consumida no mundo -depois talvez de CD's de funk. De 10 a 12 anos, é essa a idade em que se inicia os risos no boteco, provavelmente aos 15, o alcoólatra já circula nas veias da sociedade e aos 18, consegue a CNH. A inclusão social é um dos motivos mais citados -o outro é: Mas era Open-bar!- resultando em um mau desempenho escolar dos jovens nessas condições, que desenganam nosso futuro. A vida sexual promíscua e negligente de um bêbado faz das doenças venéreas um suvinir da atualidade, e os inúmeros acidentes automotivos deixam na pirâmide etária uma lacuna irreparável, que afetará as futuras gerações.
O alcoolismo na adolescência pode e deve ser entendido como uma espécie de termômetro social. As crianças estão sendo exageradamente cobradas com gerúndios e artrópodes, além da precoce educação, ou seja, a sociedade as submetem à grande pressão para ausentarem-se em seus papéis educacionais não oferecendo recursos emocionais para que lidem com a situação. Os pais entopem-nas de informações cartesianas, o que gera uma fuga ortogonal que juntamente com a maravilhosa fiscalização brasileira, criam bebuns juvenis. Não tenho nada contra um adulto tomar uma, duas ou doze latinhas de cerveja, mas se você encontrar seu priminho de dez anos tomando Vodca embaixo da cama antes de dormir, preocupe-se.
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