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terça-feira, 26 de outubro de 2010

O estilo próprio e o coperativismo

Trovadorismo; classicismo; barroco; arcadismo; romantismo; realismo; parnasianismo. Escolas literárias que se subsequenciam apresentando peculiaridades e especificidades analisadas, concomitantemente aos respectivos períodos históricos, no processo de interpretação do estilo ao qual pertencem. Sobretudo, há na contemporaneidade certas divergências de penasamentos quanto a obsolescência ou universalidade dos estilos individuais nos âmbitos de uma possível crise na arte escrita e nos textos colaborativos como, por exemplo, este Blog.
A decadência da grafia, suposta por uma parcela nada desprezível de pensadores, é atribuída à crise de pensamento dos autores, seja pelo despreparo intelectual, má formação educacional ou carência de senso crítico, isentando a conformidade estilística probabilidade de existência. Os mesmos pensadores advogam a favor do estilo próprio, defendendo a existência da personalidade autoral, apesar de seus conteúdos deteriorados.
Há, entretanto, outra importância de escritores, estes seduzidos pela democracia da internet, promotoram contra o despotismo do estilo pessoal, que segundo os exemplares do grupo, aprisionam os artistas em moldes fixos, ressaltando a intaritividade de textos blogueiros. Tal como a movimento que eclodira em 1789 na França, a revolução da informática destituiu os absolutista literários do poder, em prol da liberdade de expressão - daí nasceu Paulo Coelho por exemplo. Obsolescentes, as peculiaridades compositoras da personalidade artística são progressivamente sepultadas, nas visão dos mais liberais, pelos textos colaborativos de autoria interativa.
Tais textos, redigidos por um e influenciado por todos, expressam o estilo de um autor que opta pela falta dele. Um estilo de não estilizar! Pode-se então deduzir que a referida ausência de estilo individual não se contrapõe à ideologia dos autores menos democráticos no âmago da literatura, visto que ambas revelam as identidades dos que as aplicam, pura característica. Não julguemos por julgar. Analisemos a psicologia por intrínseca nas letras.

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