Neurônios transmitem impulsos elétricos às glândulas endócrinas que liberam hormônios sequenciando reações, as quais somadas definem o que chamamos de sentimento. Euforia, ansiedade, libido, medo insegurança, alegria, vontade de ficar perto quando se está longe e vontade de ficar dentro quando se está perto. Já sentiram coisa assim? Essas são as sensações constituintes do mais cristão dos sentimentos, o Amor. Este, assim como a amabilidade é condicionado por genes que foram selecionados no processo evolutivo humano, reflitemos...
Retornemos à pré-história. imaginemos, em um grupo de hominídeos um macho dócil e amável e um bruto, agressivo, anti-social. O primeiro constituirá primeiro relações nupciais e terá uma prole maior que a do segundo, fazendo com que seus genes da amabilidade perpetuem no processo evolutivo. É lógico.
Na antiguidade clássica, poucos fugiam às flechas de Eros (cupido). A casualidade das flechadas, assim como a irreverência do deus, demonstram expledidamente a inexatidão das relações humanas e seus sentimentos - os gregos eram bons em avaliar tais relações. O Amor era uma dádiva divina, um presente àqueles que mereciam, o que tornava o Amor algo magnífico e saudável.
Com a ascensão do Cristianismo, esse nobre sentimento, assim como os dogmas religiosos, foi difundido como acesso à salvação, assumindo uma certa obrigatoriedade, e obviamente sendo usado para manipulação das massas. Deus exige ser amado acima de tudo e convenientemente habita as igrejas e cobra dízimo. Foi nesse contexto que mais uma sensação foi incorporada ao Amor, a submissão, muito bom para o Clero, não acha? E, então, perdemo o tesão em amar.
Os genes da amabilidade, selecionados pela seleção natural, manipulam as reações endócrinas que compõem as sensações presentes no Amor. Este, por sua vez, sofreu no decorrer do peristautismo histórico, mudanças que o transformaram de flechada casual em instrumento de manipulação, mas seja de uma forma ou de outra, é uma convenção que criamos para designar algo que não podemos explicar com palavras e que oprime-nos e extasia-nos, sendo assim, é irreal. Segundo palavras do filósofo alemão, Friedrich Nietzsche, "as convicções são inimigas mais perigosas da verdade que a própria mentira". Eros está morto.
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