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domingo, 24 de outubro de 2010

Dialética

Os moldes de uma geração são, indubtavelmente, formados pela predecessora. Ao longo do peristautismo histórico, constata-se o caráter social, político, econômico, filosófico ou artístico do ser humano vais de ou ao encontro dos ideais aos quais ele foi submetido na infância ou juventude.
Os que quebram os costumes e rebelam-se contra as ideologias anteriores, têm em filosofias ascendentes e fatos que fissuram a história o estopim de sua rebeldia existencialista. Pensemos: as guerras mundiais (1914-1918/1939-1945) originaram-se por pensamentos que extinguiram-se posteriormente. O racismo não foi introduzido na Alemanha por Hitler, visto que já era característico do povo germânico. Eis que no pós-guerra pensamentos de respeito às diferenças afirmam-se, surgindo passeatas homossexuais, movimentos black-power e hippies.
O oposto faz-se de mesma forma verdadeiro. Em grandes períodos de estabilidade, sem grandes movimentos revoltosos, nem rupturas do sistema - como o nosso, com o Lulismo e seus 81% de adeptos - as mentalidades conservam-se. No Feudalismo, por exemplo, o modelo perdurou estável por dez séculos, ajudado é claro pela opressão consentida da Madre Igreja, a qual reprimia novas ideologias antes de serem analisadas. Contudo, confirmando minha tese, foi justamente essa opressão psíquico-mental, alicerce da estabilidade medieval, que no século XIV a Europa afunda na peste negra e apenas recupera-se com a quebra do sistema feudal (haja visto que a moralidade cristã do período tentara fazer os cristão preocupados com a espiritualidade e abominadores dos aspectos carnais, o que desenvolveu uma insalubre falta de higiene que ajudou a peste a proliferar-se).
Foi na antiguidade grecorromana que a dialética foi codificada por Heráclito. Existe uma tese e uma antítese, e desse confronto nasce uma síntese, que assume o papel de uma nova tese, fechando o ciclo dialético. Caso a antítese seja inexpressiva, a síntese assume propriedades muito próximas da premissa, como ocorre nos períodos estáveis da sociedade. Caso contrário, o sistema é quebrado e novos modelos ganham importância. Isso explica, por exemplo, o porquê do socialismo ou anarquismo não terem "vingado", ou do cristianismo e do capitalismo ainda governam o ocidente, ou ainda porque somos favoráveis aos EUA.
Seja pela negação ou pela aceitação, as gerações sequenciam-se influenciando sues sucessores, causando-lhes mudanças. Tais transformações, tangenciando o âmago humano foi exemplificada pelo pai da dialética, citado anteriormente, quando proferiu que "um homem não se banha duas vezes no mesmo rio". O rio muda, as águas passam, mas o homem transforma-se da mesma forma, conforme vai aceitando ou não aquilo que lho é imposto.

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